Banda DMHC
A vaca do leite eterno
Pastando logo ao lado, nas terras do vizinho
Seu Zé Firmino, fazendeiro marajá
Uma linda vaca tratada sem carinho
Que até minha esposa por ela eu pensei trocar
Seu Zé Firmino pra vaca não dava valor
E nunca vai dar
Mais não sabia o que tinha em suas mãos
Pois se soubesse a tratava com amor
[refrão]
Ela é a vaca do leite eterno
E se ela sobreviver até o inverno
Eu mudaria o seu destino
Porque ela é tudo que eu quero
Eu roubaria de Zé Firmino
A posse deste lindo animal bovino
O seu lugar é ficar com quem te ama
E aqui comigo nunca vai te faltar grama
Sonho com o dia que pra mim você vai vir
E quantas noites ainda terei que esperar
Pra ti ver sorrir, pra ti ver mugir
Felicidade vai nos contagiar
Tem muita gente nessa vida que não sabe dar valor
A tudo que tem
Levante a cabeça e faça o bem você também
Ou você pode até virar um Zé ninguém
[refrão]
Roubei a vaca do leite eterno
E mandei o meu vizinho pro inferno
Seu Zé Firmino muito invocado
Agora foi criar suíno
Meu hobby agora é tocar gado
E todas as pessoas me entendem errado
Eu to feliz, eu fiz o que devia
Salvar aquela vaca era tudo o que eu queria
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“Catiça” da Velha Lingüiça
Num belo dia estávamos todos alegres
Felizes a tocar/cantar
As coisas iam andando conforme sempre foram
Junto com meus amigos a agitar
Nesse mesmo dia uma coisa aconteceu
Velha do “AP” de cima
Em nossa porta bateu
A velha muito puta
Pôs a porta a esmurrar
Galera lá no quarto não parava de tocar
[refrão 2X]
Velha caticera: Sai daqui!
Deixa nosso “hardcore” rolar
Velha caticera: Sai daqui!
Não venha nosso ensaio “zicar”
Galera foi incrível
Não deu pra acreditar
As coisas de repente começaram a mudar
Cordas e baquetas
Tudo se quebrou
Foi impressionante a praga que a vovó mandou
A banda inconformada não podia entender
Como é que aquela velha “tosca” tinha esse poder
Fizemos um acordo e decidimos nos juntar
Naquele mesmo mês a velha iria se mudar
[refrão 2X]
Chegou o grande dia e a velha já dormia
Ligamos os instrumentos e então
O prédio estremecia e a velha já dizia
Eu vou me mudar pro Japão
[refrão 2X]
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Choquinho
Foi um choquinho e nada mais
E nem deu tempo de pegar seu telefone
Ele não sabia seu nome
Jamais desconfiou que fosse um homem
E nunca foi de apostar
Mas desta vez confessou que estava escuro
Ele que era decidido
Derrepente ficou em cima do muro
Não sei se foi 110 ou 220 volts
O Johnny disse galera eu beijei a boca do gay
Não sei se foi 110 ou 220 volts
O Dani disse galera eu também beijei a boca do gay
E não podia nem sonhar
Experimentar a sensação barba com barba
Mas veja que falta de sorte
Sem querer ele esbarrou no seu pacote
Pior de tudo foi depois
Pois percebeu que tudo era bem verdade
Antes tivesse mentido
A respeito da sua sexualidade
Não sei se foi 110 ou 220 volts
Mas o choquinho foi suficiente
Fez seu corpo todo se arrepiar
E eu fico a perguntar
Aonde a humanidade vai parar
Aonde é que vamos enfiar
Tanto gay
Não sei se foi 110 ou 220 volts
O Johnny disse galera eu beijei a boca do gay
O Dani disse galera eu também beijei a boca do gay
Do gay
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Ela me trocou por um rim
Entrei num “buteco” era quase meia noite
E a chuva lá fora não parava de cair
Foi quando cansado e com a roupa molhada
Uma linda garota não parava de sorrir
Pensei em até lhe pagar um belo copo de vinho
Só para ter certeza que ali vai ser “fácinho”
Mas essa menina bebe mais que um “V8”
Zerou minha carteira
E ainda pediu dinheiro pros outros
Mas no fim da noite ela sempre me fazia feliz
Chegava em casa todo dia embriagada
Brigava com a vizinha e descontava tudo em mim
Não cozinhava, lavava e nem passava
Pois sempre estava bêbada e podia se ferir
Lembro daquele dia que o médico me fez perceber
Que a maldita “birita” acabou com você
[refrão]
Mas essa menina conheceu o Jarbas
Um coveiro feio que nunca bebia nada
E em troca do seu valioso amor
Jarbas lhe ofereceu seu rim
E agora o que é que eu faço
Se o coveiro a roubou de mim
E diante do meu fracasso
Essa história agora tem um fim
Ela me trocou por um rim
[refrão]
Ela me trocou por um rim
Ela me trocou por um rim
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Hardcore Pela Paz
Eu não agüento mais ter que ver
Pessoas a lutar, pessoas a morrer
Pro nosso mundo querer mudar
Desta maneira não vai adiantar
Uns pros seus próprios interesses
Outros por pura diversão
Impiedosos homicidas
Agem acima da razão
[Refrão]
Um hardcore pela paz
O sonho de sermos iguais
Um hardcore pela paz
E violência nunca mais
Um hardcore pela paz
Antigamente meu pai dizia
Futuramente que as coisas mudariam
E hoje eu vejo nada mudou
Meu pai morreu e não adiantou
A igualdade é o caminho
Para tudo melhorar
Controlaremos o destino
Para o mundo poder mudar
[Refrão 2x]
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Janken-pon Champion
O carteiro da minha rua, de mim se aproximou
E jamais imaginei que a carta fosse para mim
E com um sorriso disse: Menino seja feliz
Pois você foi convidado para um campeonato de janken-pon!
Já fazia muito tempo que eu não ficava feliz
Ser o campeão é uma coisa que eu sempre quis
Até convidei alguns amigos pra treinar
Com a intenção de no janken-pon eu me profissionalizar
Depois de uma semana eu mal pude acreditar
Que no janken-pon eu tinha chances de ganhar
Pedra, papel, tesoura e o campeonato eu vencerei
E o trono do melhor conquistarei
Janken-pon!
[Refrão]
E se você colocar pedra
Com certeza eu vou colocar papel
Para te embrulhar
E com você acabar
Mas se colocar tesoura
Com certeza pedra eu colocarei
Para te quebrar
E o campeonato conquistar
A galera enlouquecida não parava de gritar
Agora é a hora não tinha como voltar
A minha mão tremendo não parava de suar
O juiz olhou pra mim e disse o campeonato vai começar
O meu adversário era um cara anormal
Tinha “piercing” na orelha, tatuagem, coisa e tal
O cabelo escorrido logo o denuncio
Ele era um “emo” que gostava muito de janken-pon
Antes estava triste mais algo me motivou
Lembrei das palavras sabias que ouvi do meu avô
Moleque do “caralho”, eu acho bom você ganhar
Ou logo, logo eu vou te deserdar
Janken-pon!
[Refrão]
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Magrelo
Era um magrelo
“Branquelo” do cabelo amarelo
Não tinha nada da vida pra fazer
Compro um “long”
Foi para praia pra aprender a surfar
Com seus amigos
Deixou sua vida medíocre pra lá
Foi aprender a “dropar”
[2x]
Caiu no mar
Não sabia nem nadar
Comeu areia
Bebeu água
Viu até sereia
Fico boiando
Quando uma gostosa o salvou
Todo ralado só ficava lembrando
Do caldo que ele tomou
E lá na areia
Um “bicha” veio o consolar
Todo ralado, enjoado e xavecado
Achou melhor se matar
[2x]
Voltou pro mar
Ainda não sabia nadar
Foi engolido, digerido
Pra dentro da baleia
O magrelo se “fodeu”!
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Meus amigos vegetais
Me lembro quando o conheci
Ele veio pra me consolar
E logo, logo eu percebi
Que um amigo ia guardar
E é assim, faz oxigênio para mim
Então, pra ele eu fiz essa canção
Pra ver que a amizade não tem fim
E ter alguém pra te estender a mão
E foi pra ele que eu desabafei
Tudo que a minha mãe quis saber
Não podia mais guardar os meus segredos
Que eu pretendia esconder
E todas as manhas eu levantava
Com um balde d’água e ia regar
Aquela samambaia que eu
Nunca mais vou esquecer
[2x]
Eu e meu amigo vegetal
Que apesar de seu uma folha e morar dentro de um vaso
Ele sempre foi um cara bem legal
Pois percebi que a raça humana só caminhava pra trás
De agora em diante os meus amigos são os vegetais
São os vegetais
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Mulher Feia
Tem dia que de noite é assim mesmo
Eu tenho dó, mas não posso matar
A cara dela não parece com nada
E seu sovaco é pior que um gambá
Se ela fosse dinheiro
Não servia nem pra troco
Se ela fosse dinheiro
Não servia nem pra troco
A sua bunda é muito bem desenhada
Parece um mapa com um monte de estradas
Já te falaram que você é uma sereia
Metade humana metade baleia
Mesmo assim eu gosto de você
Porque agora eu tenho em quem bater
Mesmo assim eu gosto de você
Sabe, todo mundo fala que eu sou feia
Mas eu me acho o máximo
Eu arraso no baile “funk” e todo mundo me olha
Tudo bem que depois eles cospem
Mas o que vem de baixo não me atinge
Só se for grosso
Entediada com a sua feiúra
Não sabia mais o que fazer
Ligava seu radinho de pilha
Pra ouvir o som do DMHC
Se tiver coragem de encarar
É só ligar para o seu celular
Depois não venha me culpar
Por que ela é feia
Mulher feia, mulher feia
Feia que horror
Mulher feia, mulher feia
Mulher feia, até me enjoou
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Zé Astronauta
Sentado numa mesa tomando uma cerveja
Reflito sobre a vida e tudo que passou
Me lembro do passado e das más recordações
E de todo sonho que não se realizou
[Refrão]
Eu queria ser astronauta mais papai não deixou
Não tinha nem capacidade para ser lenhador
E tudo nessa minha vida foi sempre assim
E nada deu certo pra mim
Mas isso vai mudar!
Ouvindo esta canção, sem querer ser pessimista
Me deu vontade de espancar o vocalista
Mas tudo era verdade temos que levantar
Fazer o som e ver a galera pular
[Refrão]
E se você se acomodar e as oportunidades deixar passar
Um dia você vai se arrepender
E poder não ter tempo mais de correr
Atrás da chance que você deixou
E que não vai voltar!
